CL &13

O Amor Conjugal
Emanuel Swedenborg
As Delicias da Sabedoria sobre o Amor Conjugal e as Volupias da Loucura sobre o Amor Escortatório

- Em seguida o Anjo lhes disse: "Ainda não é Meio-dia, vinde comigo ao Jardim de nosso Príncipe, ele é contíguo a este Palácio". E eles foram, e na entrada ele lhes disse: "Eis um Jardim mais magnífico do que os outros jardins desta Sociedade Celeste". E eles responderam: "Que dizes? Não há aqui um jardim, nós só vemos uma única Árvore, e em seus galhos e em seu cimo frutos de ouro e como que folhas de prata, e seus bordos ornados de esmeraldas; e sob esta Arvore crianças com suas amas". Então o Anjo disse com uma voz inspirada: "Esta Arvore está no meio do Jardim, e é chamada por nós a Árvore de nosso Céu, e por alguns a Árvore da vida. Mas avançai e aproximai-vos, e vossos olhos serão abertos, e vereis o Jardim". E fizeram assim; e seus olhos foram abertos, e eles viam Árvores carregadas de frutos saborosos, cercadas de vinhas com seus cachos, cujas extremidades se inclinavam com seus frutos para a Árvore da vida que estava no meio.
[2] Estas árvores estavam plantadas em uma série contínua, que partia e se prolongava em curvas ou voltas contínuas como os de uma hélice sem fim; era uma Hélice perfeita de árvores, na qual as espécies seguiam as espécies sem interrupção segundo a excelência dos frutos; o começo da formação das voltas era separado da Árvore do meio por um intervalo considerável, e o intervalo brilhava com um clarão de luz, pelo qual as árvores da volta resplandeciam com um esplendor sucessivo e contínuo desde as primeiras às últimas; as primeiras destas árvores eram as mais excelentes de todas, abundantemente carregadas dos melhores frutos; eram chamadas árvores paradisíacas; e não se viu delas em parte alguma, porque não há e não pode haver delas nas terras do Mundo natural; e em seguida a estas árvores, estavam oliveiras, depois destas cepas de vinhas, depois árvores odoríferas, e enfim madeiras de construção. Aqui e ali, nesta Hélice de árvores ou nesta série de voltas, havia Assentos, formados com ramos novos das árvores aproximadas e entrelaçadas por trás, e enriquecidos e ornados com seus frutos. Nesta curva continua de árvores havia portas que se abriam para canteiros de flores, de onde estavam gramados distribuídos em áreas e em faixas.
[3] Os que acompanhavam o Anjo exclamaram vendo isso: "Eis o Céu em forma! Para qualquer lado que voltemos os olhos influi algum celeste paradisíaco que é inefável". O Anjo ouvindo estas palavras, sentiu alegria, e disse: "Todos os Jardins de nosso Céu são Formas representativas ou Tipos das beatitudes celestes em suas origens; e como o influxo dessas beatitudes elevou as vossas mentes, exclamastes: Eis o Céu em forma! mas os que não recebem este influxo não encaram estes objetos paradisíacos senão como objetos campestres; e recebem o influxo todos aqueles que estão no amor do uso; mas não o recebem aqueles que estão no amor da glória, e não do uso". Ele lhes explicou em seguida e lhes ensinou o que cada objeto deste jardim representava e significava.

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