CL &98

O Amor Conjugal
Emanuel Swedenborg
As Delicias da Sabedoria sobre o Amor Conjugal e as Volupias da Loucura sobre o Amor Escortatório

- IX. O Amor do sexo no homem não é a origem do Amor conjugal, mas é a primeira coisa dele, assim é como o externo no qual está implantado o interno espiritual.
Trata-se aqui do Amor verdadeiramente conjugal, e não deste Amor vulgar, que é também chamado conjugal, e que em alguns nada mais é que o Amor limitado do sexo; mas o Amor verdadeiramente conjugal está unicamente naqueles que desejam a sabedoria, e que por conseguinte, progridem cada vez mais na sabedoria; o Senhor os vê de antemão, e provê para eles o Amor conjugal, este amor, é verdade, começa neles segundo o amor do sexo, ou antes por este amor, mas não obstante não é dele que nasce; pois nasce à medida que a sabedoria avança e entra na luz no homem, pois a sabedoria e este amor são companheiros inseparáveis. Se o amor conjugal começa pelo amor do sexo, é porque antes que uma companheira seja encontrada, o sexo em geral é amado e olhado com olhar amoroso; e é tratado com civilidade e honestidade; pois o jovem tem sua escolha a fazer; e então, pela inclinação inserida nele para o casamento com uma única do sexo, inclinação escondida no íntimo do seu mental, o seu externo é agradavelmente aquecido; e como as determinações ao casamento são diferidas por várias causas até a uma idade mais madura, durante esse tempo o começo deste amor é como um desejo libidinoso, que em alguns cai de fato no amor do sexo, mas não obstante neles o seu freio não é afrouxado além do que é vantajoso para a saúde. Todavia, isto é dito do Sexo masculino porque este sexo tem instigações que realmente abrasam, mas não o Sexo feminino. Por estas explicações é evidente que o Amor do sexo não é a origem do Amor verdadeiramente conjugal, mas que é o primeiro pelo tempo e não pelo fim; pois o que é o primeiro pelo fim, é o primeiro na mente e na intuição da mente, porque é o principal; mas não se chega a este primeiro senão sucessivamente pelos médios; estes não são primeiros em si mesmos, mas unicamente conduzem ao que é primeiro em si mesmo.

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