CL &173

O Amor Conjugal
Emanuel Swedenborg
As Delicias da Sabedoria sobre o Amor Conjugal e as Volupias da Loucura sobre o Amor Escortatório

- XV. Assim a esposa, recebe em si a imagem de seu Marido e em conseqüência percebe, vê e sente as afeições dele.
Das razões referidas acima resulta como fato, incontestável, que as esposas, recebem em si as cousas que são próprias das almas e das mentes dos maridos, e que por conseqüência de virgens elas se fazem esposas, As razões de que isso resulta são: 1. Que a mulher foi criada do homem. 2. Que por conseguinte há nela uma inclinação para se unir e como que a se reunir ao homem. 3. Que desta união e por causa desta união com seu igual, a mulher nasce amor do homem, e se torna cada vez mais amor do homem pelo casamento, porque então emprega continuamente seus pensamentos em se conjuntar ao homem. 4. Que ela é conjunta, a seu único por aplicações aos desejos da vida deste único. 5. Que eles são, conjuntos pelas esferas que os cercam, e que se unem universalmente e singularmente segundo a qualidade do amor conjugal nas esposas, e ao mesmo tempo segundo, a qualidade da sabedoria que o recebe nos maridos. 6. Que êles são ainda conjunto pelas apropriações das forças dos maridos pelas esposas. 7. Daí é evidente que alguma coisa do marido é continuamente transferida para a esposa, e é inscrito nela como lhe pertencendo. De todas estas considerações resulta que se forma na esposa uma imagem do marido; imagem pela qual a esposa percebe, vê e sente em si as cousas que estão no marido, e por conseguinte se percebe, se vê e se sente por assim dizer ela mesma nela; ela percebe pela comunicação, vê pelo aspecto, e sente pelo tato; que ela sente a recepção de seu amor pelo marido: pelo tato com a palma da mão sobre as faces, sobre os braços e sobre o peito, é o que me descobriram as três esposas no Palácio, e as sete esposas no Bosque de rosas; ver os Memoráveis ns. 208, 293, 294.

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