- XIII. Esta formação da parte da Esposa se faz pela recepção das propagações da alma do marido, com a delícia, tirando sua fonte do fato da esposa querer ser o amor da sabedoria do marido.
Isto coincide com o que foi explicado acima, ns. 172, 173; por isso uma maior explicação é inútil. As delícias conjugais nas esposas tiram sua origem do fato delas quererem ser um com os maridos, como o Bem é um com o Vero no Casamento espiritual; que o Amor Conjugal descende deste Casamento, é o que foi mostrado no Capítulo, que trata especialmente deste assunto; daí, pode-se ver, como em efígie, que a esposa se conjunta ao esposo do mesmo modo que o bem se conjunta ao vero, e que o esposo reciprocamente se conjunta à esposa segundo a recepção do amor da esposa nele, do mesmo modo que o vero se conjunta reciprocamente ao bem segundo a recepção do bem nele; e assim o amor da esposa se forma pela sabedoria do esposo, do mesmo modo que o bem se forma pelo vero; pois o vero é a forma do bem. De acordo com isso, é ainda evidente que as delícias conjugais na esposa vêm principalmente dela querer ser um com o marido, por conseqüência dela querer ser o amor da sabedoria de seu marido; pois então ela sente as delícias de seu calor na luz do homem, conforme a explicação dada no Artigo IV, n. 188.
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