- IV. Por conseqüência o amor verdadeiramente conjugal com suas felicidades, não pode existir senão naqueles que são da Igreja Cristã.
Se o amor conjugal tal como foi descrito em seu Capítulo, nº. 57 a 73, e nos Capítulos seguintes, por conseqüência tal como é em sua essência, não existe senão nos que são da Igreja Cristã, é porque este amor vem do Senhor, só, e o Senhor não é conhecido noutra parte ao ponto de se poder dirigir a Ele como Deus; além disso também, porque èste amor é segundo o estado da Igreja em cada um, n. 130, e o estado real da Igreja não procede senão do Senhor só, assim não está senão nos que o recebem d'Ele. Que estes dois pontos sejam os começos, as introduções e as afirmações dêste amor, isso foi estabelecido até aqui por uma tal abundância de razões evidentes e concludentes, que é absolutamente inútil acrescentar alguma cousa. Se entretanto o amor verdadeiramente conjugal é tão raro no Mundo Cristão, nºs. 58 e 59, é porque há aí poucos que se dirigem ao Senhor, e porque entre este pequeno número alguns, é verdade, têm da Igreja a crença, mas não têm a vida; além de várias outras razões, que foram desvendadas no Apocalípse Revelado, onde o estado da Igreja Cristã de hoje foi completamente descrito; mas não obstante subsiste com força esta verdade, que não pode haver amor verdadeiramente conjugal, senão naqueles que são da Igreja Cristã; é mesmo por isto que a Poligamia foi nela absolutamente condenada; que isso venha também da Divina Providência do Senhor, é o que vêem claramente os que pensam justo da Providência.
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