- XI. É preciso velar com cuidado para que o amor conjugal não se perca por fornicações imoderadas e desordenadas.
Pelas fornicações imoderadas e desordenadas, pelas quais se perde o amor conjugal, entende-se fornicações nas quais não somente são debilitadas as forças, mas também são suprimidas todas as delicadezas do amor conjugal; pois de sua licença desenfreada nascem não somente as debilidades e por conseguinte a falta de potência, mas também as impurezas e as impudicícias, pelas quais o amor conjugal não pode ser nem percebido nem sentido em sua pureza e em sua castidade, nem por conseguinte em sua doçura e nas delícias de sua flor; sem falar dos prejuízos para o corpo e para a mente, e dos engodos ilícitos que não somente despojam o amor conjugal de seus prazeres deliciosos, mas também o suprimem e o mudam em frieza, e assim em desgosto; tais fornicações são violentos excessos pelos quais os brincos conjugais são transformados em cenas trágicas; com efeito, as fornicações imoderadas e desordenadas são como incêndios que se elevam dos extremos, e queimam o corpo, torrificam as fibras, corrompem o sangue, e viciam os racionais da mente; pois elas se lançam como um fogo que sai das fundações de uma casa e a consome inteiramente. Os pais devem prover a que isso não aconteça, porque um rapaz, levado pelo desejo libidinoso, não pode ainda por sua razão impor a si mesmo um freio.
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