CL &475

O Amor Conjugal
Emanuel Swedenborg
As Delicias da Sabedoria sobre o Amor Conjugal e as Volupias da Loucura sobre o Amor Escortatório

- XI. Os que estão na Concubinagem por causas legítimas, justas e conscienciosas reais, podem estar ao mesmo tempo no amor conjugal.
Diz-se que eles podem estar ao mesmo tempo no amor conjugal, e é entendido que podem manter este amor encerrado neles; pois na pessoa em que está, este amor não perece, mas repousa. Se o amor conjugal nos que preferem o casamento à concubinagem, e que entram na Concubinagem pelas causas acima mencionadas, é conservado, eis a razão: É que esta concubinagem não repugna ao amor conjugal; que ela não é uma separação deste amor; que é somente um véu que o cobre; que este véu é tirado após a morte. I. Esta Concubinagem não repugna o amor conjugal. É a conseqüência do que foi acima demonstrado, que esta concubinagem, quando se faz por causas legítimas, justas e conscienciosas reais, não é ilícita, nº 467 a 473 - II. Esta concubinagem não é uma separação do amor conjugal. Com efeito, quando causas legítimas, ou justas, ou conscienciosas reais, sobrevêm, persuadem, constrangem, o amor conjugal não é separado com o casamento, mas é somente interrompido, e o amor interrompido e não separado, permanece na pessoa; dá-se com isso como com um homem que exerce um emprêgo que ama, e de que é afastado pelas sociedades, ou pelos espetáculos, ou pelas viagens; o amor de seu emprego entretanto não é perdido; ou como se dá com um homem que gosta de um vinho generoso; quando bebe um menos bom, não perde por isso seu gosto pelo vinho generoso. III. Esta concubinagem é somente um véu que cobre o amor conjugal. É porque o amor da concubinagem é natural, e o amor do casamento, espiritual; e o amor natural vela o amor espiritual quando este é interceptado; que assim seja, aquêle que ama não o sabe, porque o amor espiritual é sentido não por ele mesmo, mas pelo amor natural, e é sentido como um prazer no qual está uma beatitude que vem do Céu; mas o amor natural é sentido por ele mesmo únicamente como um prazer. IV. Este véu é tirado depois da morte. É porque então o natural do homem se torna espiritual, e que em lugar de um corpo material ele goza de um corpo substancial, no qual o prazer natural pelo espiritual é sentido em sua proeminência; que assim seja, é o que aprendi pela comunicação com alguns no Mundo espiritual, e lá mesmo pelos Reis que no Mundo tinham estado na Concubinagem por causas conscienciosas reais.

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