DLW &39

Sabedoria Angélica
Emanuel Swedenborg
Sobre o Divino Amor e Sobre a Divina Sabedoria

- No homem, o amor e a sabedoria aparecem como duas cousas separadas, mas não obstante em si mesmos são distintamente um, porque no homem a sabedoria é tal qual é o amor, e o amor é tal qual é a sabedoria; a sabedoria que não faz um com seu amor aparece como se fosse a sabedoria, e, entretanto não o é; e o amor que não faz um com sua sabedoria, aparece como se fosse o amor da sabedoria, ainda que não o seja, pois um deve tirar do outro a sua essência e a sua vida reciprocamente. Se a sabedoria e o amor no homem aparecem como duas cousas separadas, é porque a faculdade de compreender nele é suscetível de ser elevada à luz do Céu, mas não a faculdade de amar, a não ser tanto quanto o homem faz do mesmo modo que compreende; é; por isso que a cousa da sabedoria aparente, que não faz um com o amor da sabedoria, recai no amor que faz um, o qual pode ser o amor da não-sabedoria, e mesmo o amor da loucura; pois o homem pode pela sabedoria saber que é preciso fazer tal ou tal cousa, e entretanto não a faz, porque não a ama; mas tanto quanto pelo amor ele faz o que pertence à sabedoria, tanto é ele a imagem de Deus.

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