SA &71

Sabedoria Angélica
Emanuel Swedenborg
Sobre o Divino Amor e Sobre a Divina Sabedoria

- Para que seja bem evidente que o homem puramente natural pensa segundo o espaço nos espirituais e nos Divinos, e que a homem espiritual pensa nisso sem espaço, seja isto como ilustração: O homem puramente natural pensa e a idéias que adquiriu pelos objetos da vista, que têm todos uma figura possuindo comprimento, largura e altura, e terminados segundo a forma por estas dimensões, a qual é ou angular ou circular; estas figuras e estas formas estão evidentemente nas idéias de seu pensamento sobre os objetos visíveis na terra, e estão também nas idéias de seu pensamento sobre as cousas não visíveis, tais como as cousas civis e as cousas morais; ele não vê estas, é verdade, mas não obstante aí estão como continuidades dos objetos visíveis. Isso é diferente no homem espiritual, e principalmente no Anjo do Céu; o seu pensamento nada tem de comum com a figura e a forma tendo alguma cousa de comprido, de largo e de alto no espaço, mas é sobre o estado da cousa segundo o estado da vida; por conseqüência em lugar do comprimento do espaço ele pensa no bem da cousa segundo o bem da vida; em lugar da largura do espaço, no vero da cousa segundo o vero da vida; e em lugar da altura, nos graus do bem e do vero; assim, pensa pela correspondência que existe entre os espirituais e os naturais; é por esta correspondência que, na Palavra, o comprimento significa o bem da cousa, a largura o vero da cousa, e a altura os graus do bem e do vero. Por isso é evidente que o Anjo do Céu, quando pensa na Onipresença Divina, não pode senão pensar que o Divino enche todas as cousas sem espaço; o que o Anjo pensa e o vero, porque a Luz que ilumina seu entendimento é a Divina Sabedoria.

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