- Todas e cada uma das cousas que existem no Mundo espiritual, e das que existem no Mundo natural, coexistem segundo os graus discretos e ao mesmo tempo secundo os graus contínuos, ou pelos graus de altura e os graus de largura; esta dimensão que consiste em graus discretos é chamada altura, e esta que consiste em graus contínuos é chamada largura; a sua posição relativamente à vista do olho não muda a denominação. Sem o conhecimento destes Graus, nada se pode saber da diferença entre os três Céus, nem da diferença entre o amor e, a sabedoria dos Anjos destes Céus, nem da diferença entre o calor e a luz em que eles estão, nem da diferença entre as atmosferas que os cercam e os contêm. Sem o conhecimento destes Graus, não se pode tampouco saber cousa alguma da diferença das faculdades dos interiores que pertencem à Mente dos homens, nem por conseqüência de seus estados quanto à reforma e à regeneração; nem da diferença das faculdades dos exteriores que pertencem ao corpo, tanto nos anjos como nos homens; nem absolutamente cousa alguma da diferença entre o espiritual e o natural, nem, por conseguinte nada da correspondência; nem cousa alguma de qualquer diferença da vida entre os homens e as bestas, nem da diferença entre as bestas mais perfeitas e as bestas menos perfeitas; nem da diferença entre as formas do Reino vegetal e as matérias do Reino mineral. Por isso, é evidente que os que ignoram estes Graus não podem, por julgamento algum, ver as causas; vêem unicamente os efeitos, e julgam as causas por estes efeitos, o que se faz mais freqüentemente por uma indução continua de efeitos, quando entretanto as e, produzem os efeitos não pelo contínuo, mas pelo discreto; pois urna cousa é a causa, e outra cousa é o efeito; há uma diferença como entre o anterior e o posterior, ou como entre o que forma e o que é formado.