- Que o último de cada série, que é o uso, a obra e o exercício, seja o complexo e o continente de todos os anteriores, é o que ainda não tinha sido conhecido; parece que no uso, na ação, na obra e no exercício, nada mais há que o que está no movimento, mas, entretanto há na realidade neles todos os anteriores, e tão plenamente que nada falta deles; eles ai estão encerrados como o vinho em seu tonel, e como os móveis em uma casa. Se estes anteriores não aparecem, e porque são considerados exteriormente, e considerados exteriormente são unicamente atividades e movimentos; é como quando o braço e as mãos se movem, e que se ignora que mil fibras motrizes concorrem para cada um de seus movimentos, e que a estas mil fibras motrizes correspondem milhares de cousas pertencentes ao pensamento e à afeição, que excitam as fibras motrizes; e como agem Intimamente, não aparecem diante de nenhum sentido do corpo; isso é notório, que nada é posto em ação no corpo ou pelo corpo senão segundo a vontade pelo pensamento, e como uma e outro agem, não é possível que todas e cada uma das cousas da vontade e do pensamento deixem de estar na ação; não podem ser separadas; daí vem que é segundo os fatos ou as obras que se julga o pensamento da vontade do homem, que se chama intenção. Tornou-se notório para mim, que os; Anjos por um único fato ou uma única obra do homem percebem e vêem toda a vontade e o pensamento daquele que age; os anjos do terceiro Céu percebem e vêem segundo a vontade o fim propter quem (pelo qual se age) e os anjos do segundo Céu a causa pela qual o fim age. Vem dai que, na Palavra, as obras e os fatos sejam tantas vezes mandados, e que se diga que o homem é conhecido pelas obras e pelos fatos.
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