- O que dizem os Anjos sobre este assunto, é lê não há um muito pequeno de tal modo que não haja nêle graus de um e outro gênero; assim não há um muito pequeno em animal algum, nem um muito pequeno em vegetal algum, nem um muito pequeno em mineral algum, nem um muito pequeno no éter e no ar; e como o éter e o ar são os receptáculos do calor e da luz, não há um muito pequeno do calor e da luz; e como o calor espiritual e a luz espiritual são os receptáculos do amor e da sabedoria, não há tampouco um muito pequeno do amor e da sabedoria, em que não haja os graus de um e outro gênero. Do que dizem os Anjos resulta também, que o muito pequeno de uma afeição, e o muito pequeno de um pensamento, e mesmo o muito pequeno de uma idéia do pensamento, consiste em graus de um e outro gênero, e que o muito pequeno que não consiste nestes graus nada é, pois não tem forma, e por conseqüência não tem qualidade, nem estado al um que possa ser mudado e variado, e por isso existir. Os Anjos confirmam isso por este vero, que os Infinitos no Deus Criador, que é o Senhor de toda eternidade, são distintamente um, e que há infinitos em seus infinitos, e que nos infinitamente infinitos há graus de um e outro gênero, que também são distintamente um n'Ele; e como estão n'Ele, e como todas as cousas que foram criadas por Ele, e como as cousas que foram criadas apresentam em uma sorte de imagem as que estão n'Ele, segue-se que não há um muito pequeno infinito no qual não haja tais graus. Se estes graus estão nos muito pequenos como nos muito grandes, é porque o Divino é o mesmo nos muito grandes e nos muito pequenos. Que em Deus-Homem os infinitos sejam distintamente um, vê-se acima, nº 17 a 22; e que o Divino seja o mesmo nos muito grandes e nos muito pequenos, vê-se nos nº 77 a 82, o que foi ainda ilustrado nos nºs 155, 169, 171.