- III. Qual é o homem natural em quem o Grau espiritual não é aberto, mas, entretanto não foi fechado. 0 Grau espiritual não foi aberto, mas, entretanto não foi fechado naqueles que levaram uma espécie de vida da caridade e, contudo sabiam pouca cousa do vero real; isto vem de que este Grau é aberto pela conjunção do amor e da sabedoria, ou do calor com a luz, o amor só ou o calor espiritual só não o abre, nem a sabedoria só ou a luz espiritual só, mas um e outro em conjunção o abrem; é por isso que, se os veros reais, de que provém a sabedoria ou a luz, não são conhecidos, o amor não pode abrir este Grau, mas somente o mantém em potência para poder ser aberto; o que é entendido por "não foi fechado". Dá-se o mesmo que no Reino vegetal; não é o calor só que dá a vegetação às sementes e às árvores, mas é o calor em conjunção com a luz que opera isso. É preciso que se saiba que todos os veros pertencem à luz espiritual, e todos os bens ao calor espiritual; e que o bem abre pelos veros o grau espiritual, pois o bem opera o uso pelos veros, e os usos são os bens do amor, que tiram sua essência da conjunção do bem e do vero. A sorte daquele em quem o grau espiritual não foi aberto, e entretanto não foi fechado, consiste depois da morte, em que, como são sempre naturais e não espirituais, estão nos ínfimos do Céu, onde por vezes sofrem cousas duras, ou então estão em um dos Céus superiores sobre os limites, onde estão como que em uma luz da tarde; pois, como foi dito acima, no Céu e em cada sociedade do Céu a luz decresce desde o meio até aos limites, e no meio estão aqueles que, mais que todos os outros, estão nos Divinos veros, e sobre os limites aqueles que estão em poucos veros; e em poucos veros estão os que, pela religião, sabem unicamente que há um Deus, que o Senhor sofreu por eles, e que a caridade e a e são os essenciais da Igreja , e não se apressam em saber o que é a fé e o que é a caridade; entretanto a fé é em sua essência a verdade, e a verdade é múltipla, e a caridade é toda obra de função, que o homem faz pelo Senhor; a faz pelo Senhor, quando foge dos males como pecados. É absolutamente, como já foi dito, porque o fim é o tudo da causa, e o efeito o tudo d pela causa; o fim é a caridade ou o bem, a causa é a fé ou o vero, e o efeito, são as boas obras ou o uso; dai é evidente que não pode ser posto mais da caridade nas obras, senão tanto quanto a caridade está conjunta aos veros que são chamados veros da fé; por eles a caridade entra nas obras e as qualifica.
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