SA &316

Sabedoria Angélica
Emanuel Swedenborg
Sobre o Divino Amor e Sobre a Divina Sabedoria

- Nas formas dos usos do Reino animal há uma semelhante imagem da criação, por exemplo, nisto que da semente, depositada no útero ou no 6vo é formado o corpo, que é o seu último, e este quando completou seu crescimento, produz novas sementes. Esta progressão é semelhante à progressão das formas dos usos do Reino vegetal; as se-mentes são os começos (inchoamenta), o útero ou o ôvo é como a terra, o estado antes do nascimento é como o estado da semente na terra quando se enraíza, o estado depois do nascimento até à prolifi-cação é como a germinação da árvore até seu estado de frutificação. Por êste paralelismo é evidente que, como há uma semelhança da cria-ção nas formas dos vegetais, há também uma nas formas dos animais, a saber, que há uma progressão dos primeiros para os últimos, e dos últimos para os primeiros. Há uma semelhante imagem da criação em cada uma das causas que estão no homem, pois há uma semelhante progressão do amor pela sabedoria para os usos, por consequência uma semelhante progressão da vontade pelo entendimento para os atas, e uma semelhante progressão da caridade pela fé para as obras; a von-tade e o entendimento, e também a caridade e a fé são os primeiros (ex quibus), os atas e as obras são os últimos; dêstes pelos prazeres do5 usos se faz o retôrno para os p'Ameiros, que, como foi dito, são a von-tade e o entendimento, ou a caridade e a fé; que o retôrno se faça pelos prazeres dos usos, vê-se manifestamente pelos prazeres percebidos nos atos e nas obras, que pertencem a cada amor, no fato dêles re-Ruírem para os primeiros do amor a quo (de que procedem), e por isso haver conjunção; os prazeres dos atas e das obras são os prazeres que se chamam Usos. Uma semelhante progressão dos primeiros para os últimos, e dos últimos para os primeiros, existe nas formas mais puramente orgânicas das afeições e dos pensamentos no homem; em seus cérebros estas formas são como estreladas, são chamadas substân-cias cinzentas; destas substâncias saem fibras para a substância medu-lar através do pescoço no corpo, as quais aí vão até aos últimos, e dos últimos retornam para seus primeiros; o retôrno das fibras para seus primeiros se faz pelos vasos sanguíneos. Há uma semelhante progressão de tôdas as afeições e de todos os pensamentos, que são as mudanças ,e as variações de estado destas formas e destas substâncias; pois as fibras, saindo destas formas ou destas substâncias, são por comparação como as atmosferas procedendo do Sol espiritual, que são os continen-tes do calor e da luz; e os atos procedentes do corpo são como as cou-sas produzidas nas terras pelas atmosferas, e cujos prazeres dos usos retornam para sua origem. Mas que haja uma semelhante progressão destas cousas, e que nesta progressão haja uma imagem da criação, é-o que não pode ser fàcilmente apreendido por um pleno entendimento, e isso, porque milhares e miríades de fôrças, que operam no ato, aya--recem como uma, e porque os prazeres dos usos não apresentam ideias. no pensamento, mas afetam unicamente sem uma percepção distinta.
Ver sôbre êste assunto o que foi dito e mostrado precedentemente, por :exemplo, que os usos de tôdas as cousas que foram criadas sobem pe-los graus de altura até ao homem, e pelo homem até Deus Criador a quo (de quem tudo procede), ns. 65 a 68; e que nos últimos existe o fim da criação, que é, que tôdas as causas voltem ao Criador, e que haja conjunção, ns. 167 a 172. Mas isso se apresentará em uma luz ainda mais clara na parte seguinte, onde se tratará da correspon-dência da vontade e do entendimento com o coração e o pulmão.

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