- Ainda cpie se diga que elas são usos, porque pelo homem se referem ao Senhor, não obstante não se pode dizer que os usos vêm do homem para o Senhor, mas vêm do Senhor para o homem, porque todos os usos são infinitamente um no Senhor, e não há nenhum no homem a não ser pelo Senhor; pois o homem não pode fazer o bem por êle mesmo, mas o faz pelo Senhor; o bem é o cpie é cliamado uso. A essência do amor espiritual é fazer bem aos outros, não para si, mas para êles; infinitamente mais a Essência do Divino Amor. Isto é semelhante ao amor dos pais para com as crianças, em que pelo amor lhes fazem bem, não para êles mesmos mas para seus filhos; isto se manifesta claramente no amor de uma mãe pelos seus filhos. Acredita-se que o Senhor, porque deve-se adorá-lo, lhe prestar culto e glorificá-lo, ama a adoração, o culto e a glória para Ele mesmo; mas Ele os ama para o homem, porc¿ue o homem por isso entra em um estado em que o Divino pode influir e ser percebido, pois por isso o homem afasta o próprio que impede o influxo e a recepção; com efeito, o próprio, que é o amor de si, endurece o coração e o fecha; isto é afastado pelo reconhecimento de que por si mesmo êle nada faz senão o mal, e que pelo Senhor nada é feito senão o bem; dai o enternecimento do cora-ção e a humilhação, de que decorrem a adoração e o culto. Segue-se que os usos que o Senhor desempenha para Ele Mesmo pelo homem, é a fim de que o homem por amor possa fazer o bem, e como é isso o amor do Senhor, a recepção é o prazer de seu amor. Que não se creia portanto que o Senhor esteja sòmente naqueles que O adoram, mas que se creia que Ele está naqueles que fazem Seus mandamentos, por conseqiiência os usos; Ele faz sua morada nestes, mas não naqueles. Ver também o que foi dito sôbre êste assunto, acima., nú-meros 47, 48 e 49.
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