- Que o espírito goza da pulsação e da respiração como o homem do mundo no corpo, é o que não pode ser confirmado senão pelos espíritos mesmos e pelos anjos, quando é dada permissão de con-versar com êles; esta permissão me foi dada; é por isso que, tendo-os interrogado sôbre êste assunto, êles me disseram que são homens como os homens no mundo; que possuem igualmente um corpo, mas espiri-tual, e que sentem as pulsações do coração no peito, e a das artérias no pulso, como os que são homens no mundo natural; interroguei um grande número sôbre isso, e êles me disseram a mesma causa. Que o espírito do homem respira em seu corpo, me foi dado saber por mi-nha pr6pria experiência: Um dia foi dada permissão aos Anjos de di-rigir a minha respiração, e de a diminuir à sua vontade, e por fim de a retirar até que não restasse senão a respiração de meu espírito só, que eu percebi então pelo sentido; que a mesma causa me tenha acontecido, quando me foi dado conhecer o estado dos agonizantes, ve-se no Tratado do Céu e do Inferno, n. 449. Por vêzes,'também fui re-duzido só à respiração de meu espírito, que eu enth¿o percebi pelo sentido ser concordante com a espiração comum do Céu; várias vêzes ainda estive em um estado semelhante com os anjos, e fui também ele-vado para êles no Céu, e então no espírito fora do corpo, e falei com êles respirando como no Mundo. Por estas experiências e outras ins-truções impressionantes, vi claramente que o espírito do homem res-pira não sòmente no corpo, mas também depois que deixou o corpo; e que a respiração do espírito é tão tácita, que não é percebida pelo homem; e que ela influi na respiração manifesta do corpo, pouco mais ou menos como a causa no efeito, e como o pensamento no pulmão e pelo pulmão na linguagem. Por isso, é ainda evidente coque há conjun-ção do espírito e do corpo no homem pela correspondència do movi-mento cardíaco e do movimento pulmonar de um e de outro.