- XXI. O Amor Espiritual e celeste é o Amor em relação ao pó-ximo e o amor para com o Senhor; c o amor natural e sensual é o amor do mundo e o amor de si. Pelo amor em relação ao pr6ximo, entende-se o amor dos usos, e pelo amor para com o Senhor entende-se o amor de fazer os usos, como foi mostrado acima. Se èstes amôres são espirituais e celestes, é porque amar os usos, e fazer os usos pelo amor dos usos, é separado do amor do próprio do homem; pois aquc,le que ama espiritualmente os usos não olha para si mesmo, mas olha os ou-tros fora dêle, de cujo bem é afetado; a èstes amôres são opostos os amôres de si e do mundo, pois êstes olham os usos, não tendo em vista os outros, mas tendo em vista a êles mesmos, e os que fazem isso invertem a ordem Divina, e se colocam no lugar elo Senhor, e co-locam o mundo no lugar do Céu; resulta daí que olham para trás do Senhor e do Céu, e el%ar para trás do Senhor e do Cá;u, é olhar para o inferno; ver maiores detalhes sôbre êstes amôrcs, acima, n. 424. Mas o homem não sente e não percebe o amor ele fazer os usos tendo em vista os usos, como o amor de fazer usos tendo cm vista a ì'le mesmo; daí vem que ignora, quando faz usos, se os faz tendo em vista os usos ou tendo em vista a êle mesmo; que ì;le saiba, porém, cnic tanto "manto foge dos males, tanto faz os usos tendo em vista os 1'5'.li, pois ianto quanto foge dos males, tanto faz usos não por si mesmo, mas pelo Senhor; com efeito, o mal e o bem são opostos, portanto tanto c¿uanto alguém não faz o mal, tanto está no bem; ninguém pode estar ao mesmo tempo no mal e no bem, porque ninguém pode servir,".o mesmo tempo a dois senhores. Isto foi dito, a fim de cpie se saiba