DIVPROV &19

Sabedoria Angélica sobre a DIVINA PROVIDÊNCIA
Emanuel Swedenborg
Doutrina da Nova Jerusalém sobre a Divina Providência

. (viii.) Aquilo que está no bem e ao mesmo tempo no vero é alguma coisa, e aquilo que está no mal e ao mesmo tempo no falso não é coisa alguma. Que aquilo que está no bem e ao mesmo tempo no vero seja alguma coisa, vê-se acima (n° 11). Segue-se daí que o mal e ao mesmo tempo o falso não é coisa alguma. Por não ser coisa alguma se entende não ter poder algum e nenhuma vida espiritual. Aqueles que estão no mal e ao mesmo tempo no falso, quais são todos no inferno, têm de fato poder entre si mesmos, pois o mau pode fazer maldades e as faz de mil maneiras; entretanto, pelo mal ele só pode fazer maldades aos maus, mas não pode fazer quase nenhuma maldade aos bons; e, se lhes faz, o que algumas vezes acontece, é por conjunção com o mal deles. Daí existem as tentações, que são infestações por maus espíritos no homem e, assim, combates pelos quais os bons podem ser libertos de seus males. Visto que os maus não têm poder algum, por isso todo o inferno diante do Senhor é não só como se fosse nada, como também é absolutamente nulo quanto ao poder. Que isto seja assim, é o que vi confirmado por muitas experiências. Mas é de se admirar que todos os maus se crêem poderosos e todos os bons se crêem sem poder. A razão é que os maus atribuem todas as coisas ao seu próprio poder, por conseguinte, as astúcias e malícias, e nada atribuem ao Senhor, enquanto os bons nada atribuem ao seu próprio poder, mas atribuem todas as coisas ao Senhor, que é Onipotente. Que o mal e o falso ao mesmo tempo não sejam coisa alguma é também porque eles não têm vida espiritual alguma. A razão é que a vida dos infernais não é considerada vida, mas morte. Por isso, quando tudo que é alguma coisa pertence à vida, ser alguma coisa não pode pertencer à morte.

Versão Impressa

Para estudo mais confortável, adquira esta obra em formato impresso.