. Pelo que foi exposto pode-se ver agora que se deve pensar no Infinito e Eterno, assim, no Senhor, sem o espaço e o tempo, e que é possível pensar assim, como fazem os que pensam interiormente no racional, e que então o Infinito e o Eterno são o mesmo que o Divino. Assim é que pensam os anjos e espíritos. Pelo pensamento abstraído do tempo e do espaço compreendem-se a Divina onipresença e a Divina onipotência, como também o Divino de eternidade, mas não, absolutamente, pelo pensamento em que está arraigada a idéia de espaço e tempo. Por aí se vê que é possível pensar em Deus de eternidade, mas nunca na natureza de eternidade. Conseqüentemente, pode-se pensar numa criação do universo por Deus, mas não, absolutamente, numa criação pela natureza, pois os próprios da natureza são o espaço e o tempo, ao passo que o Divino está fora deles. Que o Divino esteja fora do espaço e do tempo, vê-se no tratado Divino Amor e Divina Sabedoria (n° 7-10, 69-72, 73-76 e em outras passagens).