. A aparência é que o infinito não pode se conjuntar ao finito, porque não existe relação entre o infinito e o finito e porque o finito não é capaz de conceber o infinito. Mas existe, todavia, uma conjunção, tanto porque o Infinito por Si mesmo criou todas as coisas (segundo o que foi demonstrado no tratado Divino Amor e Divina Sabedoria, n° 282-284), como também porque o Infinito nos finitos não pode deixar de visar o infinito por si, e que isso possa parecer nos finitos como se estivesse neles. Assim, existe uma relação entre finito e infinito, não pelo finito, mas pelo infinito no finito. E assim, também, o finito é capaz [de conceber] o infinito, não o finito em si, mas como se fosse em si, pelo infinito por si nele. Mas, sobre este assunto, muitas coisas se dirão na seqüência.