. Pelo conhecimento do céu a partir dessa breve descrição que foi dada é evidente que a afeição que pertence ao amor faz o céu no homem. Mas, quem hoje sabe disso? E, mesmo, quem sabe o que é a afeição do amor do bem? E que as afeições do amor do bem sejam inumeráveis, mesmo infinitas? Pois, como foi dito, cada anjo é distintamente a sua afeição, e a forma do céu é a forma de todas as afeições do Divino Amor ali. Nada, a não ser o Amor mesmo e, ao mesmo tempo, a Sabedoria mesma, que são um só Infinito e Eterno, pode unir todas as afeições nessa forma, pois o Infinito e Eterno está no todo da forma, infinito na conjunção e eterno na perpetuidade; se lhe fossem tirados o infinito e o eterno, num instante se dissiparia. Quem mais pode unir as afeições na forma? E, mesmo, quem pode unir essa sua unidade? Porque essa sua unidade não pode ser unida senão pela idéia universal de todos, e o universal de todos senão pela idéia singular de cada um. Há miríades de miríades que compõem essa forma e há miríades que nela entram todos os anos, e entrarão pela eternidade. Todas as crianças entram nela, assim como todos os adultos que são afeições do bem do amor. Por aí se pode ver novamente a imagem do Infinito e Eterno no céu angélico.
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