. Como, porém, poucos sabem que essa lei pode ser uma lei da Divina Providência, e isso porque assim o homem é também livre para pensar o mal e o falso, quando, todavia, a Divina Providência continuamente conduz o homem a pensar e querer o bem e o vero, portanto, para que se perceba isso, deve-se progredir com clareza, o que se fará na seguinte ordem: (i.) O homem tem a razão e o livre, ou a racionalidade e a liberdade, e essas duas faculdades são do Senhor no homem. (ii.) Tudo o que o homem faz pelo livre, seja ou não da razão, contanto que seja segundo a sua razão, lhe parece como seu. (iii.) Tudo o que o homem faz pelo livre segundo seu pensamento é-lhe apropriado como seu, e permanece. (iv.) O homem é reformado e regenerado por meio dessas duas faculdades e sem elas não pode ser reformado e regenerado. (v.) Por meio dessas duas faculdades o homem pode ser reformado e regenerado tanto quanto puder por elas ser conduzido a reconhecer que todo bem e vero que pensa e faz é procedente do Senhor e não de si mesmo. (vi.) A conjunção do Senhor com o homem e a conjunção recíproca, do homem com o Senhor, se fazem por essas duas faculdades. (vii.) O Senhor, em toda progressão de Sua Divina Providência, preserva intactas e como santas essas duas faculdades no homem. (viii.) Por isso, é da Divina Providência que o homem aja pelo livre segundo a razão.