. Que o homem seja reformado e regenerado por essas duas faculdades que se chamam racionalidade e liberdade, e que sem elas não possa ser reformado nem regenerado é porque pela racionalidade pode entender e saber o que são o mal e o bem, por conseguinte, o que são o falso e o vero, e pela liberdade pode querer aquilo que entende e sabe. Mas enquanto reinar o prazer do amor do mal, não pode querer livremente o bem e o vero e fazê-los de sua razão; por isso, não pode apropriá-los a si. Pois, como foi mostrado acima, aquilo que o homem faz pelo livre segundo a razão lhe é apropriado como seu, e se não for apropriado como seu, o homem não pode ser reformado e regenerado. É então que pela primeira vez age pelo prazer do amor do bem e do vero quando é removido o prazer do amor do mal e do falso, porquanto dois prazeres de amores opostos não podem existir simultaneamente. Agir pelo prazer do amor é agir pelo livre, e como a razão favorece ao amor, também é segundo a razão.
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