DIVPROV &92

Sabedoria Angélica sobre a DIVINA PROVIDÊNCIA
Emanuel Swedenborg
Doutrina da Nova Jerusalém sobre a Divina Providência

. (vi.) A conjunção do Senhor com o homem e a conjunção recíproca, do homem com o Senhor, se fazem por essas duas faculdades. Conjunção com o Senhor e regeneração são uma única coisa, porque quanto mais alguém é conjunto ao Senhor, mais é regenerado. Por isso, tudo o que foi dito anteriormente sobre a regeneração pode-se dizer sobre a conjunção, e o que aqui se diz sobre a conjunção pode-se dizer sobre a regeneração. Que haja uma conjunção do Senhor com o homem e uma recíproca, do homem com o Senhor, o Senhor mesmo o ensina em João:
"Permanecei em Mim, também Eu em vós;... quem permanece em Mim, e Eu nele, esse produz muito fruto" (Jo. 15:4, 5).
"Naquele dia conhecereis, que... vós [estais] em Mim e Eu em vós" (Jo. 14:20).
[2] Qualquer um, pela razão só, pode ver que não há conjunção alguma de mentes se não for também recíproca, e que o recíproco conjunta. Se alguém ama um outro e não é por sua vez amado, então, à medida que um se aproxima, o outro se afasta; mas se é por sua vez amado, então, à medida que um se aproxima, o outro também se aproxima e se faz a conjunção. O amor quer ser também amado - isso está implantado nele; e tanto quanto é amado de volta, mais está em si e em seu prazer. Por aí é evidente que se somente o Senhor amasse o homem e não fosse por sua vez amado por ele, o Senhor Se aproximaria e o homem se afastaria. Assim o Senhor desejaria continuamente chegar-Se ao homem e entrar nele, mas o homem se voltaria para trás e se afastaria. Este é o caso daqueles que estão no inferno, mas com os que estão no céu a conjunção é mútua.
[3] Como o Senhor quer a conjunção com o homem por causa da salvação deste, Ele também provê que no homem haja o recíproco. O recíproco no homem é que o bem que ele quer e faz pelo livre e o vero que por esse querer ele pensa e fala segundo a razão pareçam como vindo dele, e que esse bem na sua vontade e esse vero no seu entendimento pareçam como seu. Essas coisas até parecem ao homem como se viessem dele e fossem dele, inteiramente como se lhe pertencessem; não há outra diferença. Examina se alguém, em todo o seu sentido, percebe de modo diferente. Vide acima sobre essa aparência de que é de si (n° 74-77) e sobre a apropriação como seu (n° 78-81). A única diferença é que o homem deve reconhecer que não faz o bem nem pensa o vero por si mesmo, mas pelo Senhor; assim, que o bem que faz e o vero que pensa não são seus. Pensar assim, por algum amor da vontade, por ser a verdade, faz a conjunção, pois assim o homem contempla o Senhor e o Senhor contempla o homem.

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