. (viii.) Por isso, é da Divina Providência que o homem aja pelo livre segundo a razão. Agir pelo livre segundo a razão e agir pela liberdade e pela racionalidade são a mesma coisa, como também agir pela vontade e pelo entendimento. Mas outra coisa é agir pelo livre mesmo segundo a razão mesma, ou pela liberdade mesma e pela racionalidade mesma, porquanto o homem que faz o mal pelo amor do mal e confirma isso em si até age pelo livre segundo a razão, mas, não obstante, seu livre não é o livre em si ou o livre mesmo, mas é o livre infernal, que em si é servil; e sua razão não é a razão em si, mas uma razão ou espúria, ou falsa, ou aparente por meio de confirmações. No entanto, um e outro são da Divina Providência, pois se fosse do homem natural o livre de querer o mal e fazê-lo como da razão por meio de confirmações, a liberdade e a racionalidade pereceriam juntamente com a vontade e o entendimento, e ele não poderia ser tirado dos males e reformado, por conseguinte, não poderia ser conjunto ao Senhor e viver eternamente. Por isso o Senhor protege o livre no homem assim como o homem protege a pupila de seu olho. Mas o Senhor, pelo livre, sempre tira o homem dos males, e tanto quanto pode tirá-lo pelo livre, assim implanta pelo livre os bens. Assim, sucessivamente, em lugar do livre infernal, introduz o livre celeste.