DIVPROV &108

Sabedoria Angélica sobre a DIVINA PROVIDÊNCIA
Emanuel Swedenborg
Doutrina da Nova Jerusalém sobre a Divina Providência

. Por essas comparações a conjunção de todas as coisas da vontade e do entendimento ou da mente do homem com o amor de sua vida pode ser vista, decerto, mas não racionalmente. Essa conjunção pode ser vista racionalmente assim: há em toda parte três coisas que, juntas, fazem uma só, as quais se chamam fim [ou propósito], causa e efeito. O amor da vida é o fim, as afeições com suas percepções são a causa e os prazeres das afeições com seus pensamentos são o efeito, pois assim como o fim pela causa vem ao efeito, também assim o amor por suas afeições vem aos seus prazeres e, por suas percepções, aos seus pensamentos. Os efeitos mesmos estão nos prazeres da mente e seus pensamentos quando os prazeres são da vontade e os pensamentos são do entendimento proveniente, assim, quando aí existe pleno consentimento. São, portanto, efeitos de seu espírito, que, se não chegam à ação do corpo, estão, todavia, como que na ação quando há o consentimento. Então se acham ao mesmo tempo no corpo e habitam ali com o amor de sua vida, aspirando estarem no ato, o que ocorre quando nada os impede. Tais são as concupiscências do mal e os males mesmos naqueles que em seu espírito os consideram lícitos.
[2] Ora, assim como o fim se conjunta à causa e, pela causa, conjunta-se ao efeito, assim também o amor da vida se conjunta ao interno do pensamento e, por este, ao seu externo. Daí se vê que o externo do pensamento do homem é em si tal qual é o seu interno, pois o fim insere tudo o que é seu na causa e, pela causa, no efeito. De fato, nada de essencial existe no efeito que não esteja na causa e, pela causa, no fim. E como assim o fim é o essencial mesmo que entra na causa e no efeito, por isso a causa e o efeito se chamam fim médio e fim último.

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