. Que os milagres sejam assim, pode-se ver claramente pelos milagres feitos perante o povo judaico e israelita. Eles, ainda que tenham visto tantos milagres na terra do Egito e, depois, no mar de Suph e outros lugares no deserto, principalmente sobre o monte Sinai quando a Lei foi promulgada, entretanto, após um mês, quando Moisés se demorou sobre aquele monte, fizeram para si um bezerro de ouro e o reconheceram em lugar de JEHOVAH, que os tinha tirado da terra do Egito (Êx. 32:4-6). Depois, também pelos milagres feitos mais tarde na terra de Canaan. E, todavia, se afastaram tantas vezes do culto prescrito. Igualmente ocorreu com os milagres que o Senhor, quando esteve no mundo, fez diante daqueles que, todavia, O crucificaram. [2] Que tenham sido feito milagres entre eles foi porque os judeus e israelitas eram homens inteiramente externos, e foram introduzidos na terra de Canaan somente para que representassem a igreja e seus internos pelos externos do culto; e tanto o mau como o bom podem igualmente representar, pois os externos são os rituais que, com eles, representavam, todos, as coisas espirituais e celestes. Mesmo Aarão, que embora tenha feito o bezerro de ouro e ordenado o seu culto (Êx. 32:2-5, 35), pôde todavia representar o Senhor e a obra de Sua salvação. E visto que pelos internos do culto eles não puderam ser levados às coisas que eram representadas, por isso, eram levados a isso por meio de milagres, sendo mesmo coagidos e constrangidos. [3] Que eles não tenham podido ser levados pelos internos do culto, era porque não reconheciam o Senhor, ainda que toda a Palavra, que estava com eles, trate somente d'Ele; e quem não reconhece o Senhor não pode receber interno algum do culto. Depois, porém, que o Senhor Se manifestou e foi recebido e reconhecido como Deus eterno nas igrejas, os milagres cessaram.