. Seja por exemplo a seguinte ilustração: um homem que tinha sentido prazer nas defraudações e nos furtos clandestinos mas vê e reconhece interiormente que são pecados e, por esse motivo, quer desistir deles. Quando desiste, então tem origem um combate entre o homem interno e o externo. O homem interno está na afeição da sinceridade, mas o externo está ainda no prazer das defraudações. Esse prazer, porquanto é inteiramente oposto ao prazer da sinceridade, não se retira a menos que seja constrangido, nem pode ser constrangido a não ser por meio de combates. Então, quando o homem [interno] vence, o externo entra no prazer do amor do sincero, que é a caridade. Em seguida, gradativamente o prazer das defraudações se torna desprazer para ele. É semelhante em relação a todos os demais pecados, como os adultérios e devassidões, vinganças e ódios, blasfêmias e mentiras. Mas o combate mais difícil de todos é contra o amor de dominar pelo amor de si. Quem a este subjuga, facilmente subjuga os amores maus restantes, porque ele é a cabeça destes.
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