. Dir-se-á também, em poucas palavras, de que maneira o Senhor expulsa as concupiscências do mal que ocupam desde o nascimento o homem interno e no lugar delas introduz as afeições do bem, quando o homem, como por si mesmo, afasta os males como pecados. Mostrou-se anteriormente que o homem tem uma mente natural, uma mente espiritual e uma mente celeste, e que o homem está apenas na mente natural enquanto estiver nas concupiscências do mal e nos prazeres delas, estando a mente espiritual fechada durante esse tempo. Mas assim que o homem, pelo exame, reconhece os males como pecados contra Deus, por serem contra as leis Divinas, e por isso quer desistir deles, então o Senhor abre a mente espiritual e entra na natural pelas afeições do vero e do bem, e entra no racional e por este dispõe em ordem as coisas que são contra a ordem na mente natural, abaixo de si. É isto que parece ao homem como um combate e, naqueles que foram muito indulgentes com os prazeres do mal, como uma tentação, pois que ocorre uma dor da mente quando a ordem de seu pensamento é invertida. Ora, como há um combate contra as coisas que estão no homem mesmo, as quais ele sente como se fossem suas, e ninguém pode combater a si mesmo a não ser pelo interior em si e pelo livre ali, segue-se que o homem interno então combate contra o externo, e isso pelo livre, e constrange o externo à obediência. Isto é, pois, constranger-se a si mesmo. Que isso não seja contra a liberdade e a racionalidade, mas segundo elas, é evidente.