. (v.) O homem é conduzido e ensinado pelo Senhor, nos externos, em toda aparência de como por si mesmo. Isto acontece em seus externos, mas não nos internos. Ninguém sabe de que maneira o Senhor conduz e ensina o homem em seus internos, assim como ninguém sabe de que maneira a alma opera para que olho veja, o ouvido ouça, a língua e a boca falem, o coração impulsione o sangue, o pulmão respire, o estômago digira, o fígado e o pâncreas disponham, os rins secretem, e inúmeras outras coisas. Essas coisas não chegam à percepção e aos sentidos do homem. Por semelhante modo, as que se fazem pelo Senhor nas substâncias e nas formas dos interiores da mente são infinitamente em maior número. As operações do Senhor nelas não aparecem ao homem, mas seus efeitos aparecem, os quais são muitos, e também algumas causas dos efeitos; estes são os externos nos quais o homem está juntamente com o Senhor; e como os externos fazem um com os internos, pois são coerentes em uma única série, por isso a disposição não pode ser feita nos internos pelo Senhor a não ser segundo a disposição que é feita nos externos por meio do homem. [2] Que o homem pense, queira, fale e faça em toda aparência como por si mesmo, qualquer um o sabe; e que sem essa aparência não haveria para o homem vontade e entendimento, portanto, não haveria afeição e pensamento, e também nenhuma recepção de algum bem e vero proveniente do Senhor, qualquer um pode ver. Porquanto assim é, segue-se que sem essa aparência não haveria conhecimento de Deus, nenhuma caridade nem fé, por conseqüência, nenhuma reforma e regeneração e, assim, nenhuma salvação. Por aí se vê que essa aparência foi dada ao homem pelo Senhor por causa de todos esses usos e, principalmente, para que houvesse nele o receptivo e o recíproco pelos quais o Senhor pudesse ser conjunto ao homem e o homem ao Senhor, e para que, por essa conjunção, ele viva eternamente. É essa aparência que se entende aqui. 4.5 - É uma lei da Divina Providência que o homem não perceba e não sinta coisa alguma da operação da Divina Providência, mas que não obstante a conheça e reconheça