. Que nos espirituais da mente aconteça de modo semelhante que nos naturais do corpo é porque todas as coisas da mente correspondem a todas as coisas do corpo. Por isso também a mente aciona o corpo nos externos e no geral à sua inteira vontade. Aciona o olhos para ver, os ouvidos para ouvir, a boca e a língua para comer, beber e também falar, as mãos para fazer, os pés par andar, os órgãos da geração para proliferar. Para isso a mente atua não somente nos externos, mas também nos internos, em toda série, pelos íntimos os últimos e pelos últimos os íntimos. Assim, quando aciona a boca para falar, aciona ao mesmo tempo o pulmão, a laringe, a glote, a língua, os lábios, e cada um deles distintamente para a sua função, como também a face de forma conveniente. [2] Assim é evidente que a mesma coisa que se disse a respeito das formas naturais do corpo deve-se dizer das formas espirituais da mente. E o que se disse das operações naturais do corpo deve-se dizer das operações espirituais da mente. Por conseguinte, assim como o homem dispõe os externos, o Senhor dispõe os internos. Portanto, é diferente se o homem dispõe os externos por si e se dispõe os externos pelo Senhor e, ao mesmo tempo, como por si. A mente do homem é também o homem em toda forma, pois é seu espírito, que aparece depois da morte inteiramente homem como no mundo. Assim, coisas semelhantes se acham em um e outro, pelo que as coisas que foram ditas a respeito da conjunção dos externos com os internos no corpo também devem ser entendidas a respeito da conjunção dos externos com os internos na mente, com esta única diferença: que um é natural e o outro é espiritual.