. Foi dito que alguém que pela aparência está na fé de que a prudência humana faz todas as coisas não pode ser convencido senão por razões de uma profunda investigação, as quais devem ser derivadas das causas. Assim, para que as razões derivadas das causas sejam evidentes ao entendimento, devem ser apresentadas em sua ordem, que aqui será: (i.) Todos os pensamentos do homem são provenientes das afeições do amor de sua vida e sem elas não há nem pode haver pensamentos. (ii.) As afeições do amor da vida do homem são conhecidas pelo Senhor, somente. (iii.) As afeições do amor da vida do homem são conduzidas pelo Senhor por meio de Sua Divina Providência e, ao mesmo tempo, também os pensamentos de que vem a prudência humana. (iv.) O Senhor, por Sua Divina Providência, compõe as afeições de todo o gênero humano em uma forma, que é a forma humana. (v.) Daí é que o céu e o inferno, que provêm do gênero humano, estão nessa forma. (vi.) Os que reconheceram somente a natureza e somente a prudência humana constituem o inferno; e os que reconheceram Deus e Sua Divina Providência constituem o céu. (vii.) Todas essas coisas não podem ter lugar a menos que pareça ao homem que é por si mesmo que ele pensa e dispõe.