. Todo adorador de si mesmo e da natureza se confirma contra a Divina Providência (i.) Quando vê no mundo tantos ímpios e as tantas impiedades deles, e ao mesmo tempo as glórias que alguns deles daí têm, sem que Deus lhes inflija punição alguma por causa disso. E ainda mais se confirma contra a Divina Providência quando vê que são bem sucedidas as maquinações, as astúcias e os dolos, até contra os piedosos, justos e sinceros, e que a injustiça triunfa sobre a justiça nos julgamentos e nos negócios. (ii.) Confirma-se principalmente quando vê os ímpios serem elevados às honrarias e se tornarem grandes e primazes, e também abundarem em riquezas e viverem no luxo e na magnificência, enquanto por sua vez os adoradores de Deus vivem no desprezo e na pobreza. (iii.) Contra a Divina Providência também se confirma quando pensa que as guerras são permitidas e, então, que tantos homens são mortos e tantas cidades, nações e famílias são arruinadas. (iv.) E, também, quando as vitórias estão do lado da prudência e nem sempre do lado da justiça, e que pouco importa se o comandante é probo ou sem probidade. Além de outras coisas semelhantes, as quais são, todas, permissões segundo as leis da Divina Providência.