. O mesmo homem natural se confirma contra a Divina Providência quando vê as religiões das diversas nações, por exemplo (i.) Que existem os que são inteiramente ignorantes a respeito de Deus, e também os que adoram o sol e a lua, os que adoram imagens de escultura, mesmo monstruosas, e os que adoram homens mortos. (ii.) Além disso, quando vê que a religião dos maometanos foi recebida por tantos impérios e reinos. (iii.) [Quando vê que] a religião cristã, por outro lado, está somente nessa pequena parte do mundo habitado, que é a Europa, e aí se acha dividida. (iv.) [Que na religião cristã] existem os que reivindicam para si um poder Divino e querem ser adorados como deuses, além de nela se invocarem homens mortos. (v.) Depois, que há os que põem a salvação em algumas palavras que são pensadas e pronunciadas e não nos bens que se fazem, além de serem poucos os que vivem sua religião. (vi.) Além de heresias que existiram em grande número e algumas que ainda existem hoje, tais como as dos quakers, moravianos, anabatistas e outras. (vii.) Como também pelo fato de o judaísmo ainda subsistir. Aquele que nega a Divina Providência conclui daí que a religião em si mesma nada é, mas é, entretanto, necessária, porque serve como vínculo.