*12 Que a prudência própria persuada e confirme que todo bem e vero procede do homem e está no homem é porque a prudência própria é o proprium intelectual do homem influindo do amor de si, que é o proprium voluntário do homem. E o proprium não pode deixar de fazer suas todas as coisas, pois não pode ser elevado acima disso. Todos os que são conduzidos pela Divina Providência do Senhor são elevados do proprium e, então, vêem que todo bem e vero são do Senhor, e também vêem que aquilo que vem do Senhor e está no homem é perpetuamente do Senhor e nunca do homem. Quem crê diferentemente é como aquele que tem consigo os bens de seu senhor em depósito e os reivindica ou se apropria deles como seus, o qual não é intendente, mas ladrão. E como o proprium do homem não é outra coisa senão o mal, por isso ele também mergulha os bens em seu mal, pelo que os bens são consumidos como pérolas no esterco ou lançadas num líquido avinagrado.