. Essas coisas podem ser ilustradas por uma comparação com a árvore. A árvore, em sua primeira origem, é a semente em que está o esforço de produzir fruto. Esse esforço, estimulado pelo calor, primeiro produz a raiz; por ela, a vara ou o caule com os ramos e folhas e, finalmente, o fruto. Assim existe o esforço de frutificar, pelo que é evidente que o esforço de produzir frutos é perpétuo em toda a progressão até que exista, pois, se faltasse, a faculdade de vegetar imediatamente pereceria. A aplicação disso é: a árvore é o homem; o esforço de produzir os meios está no homem pela vontade no entendimento; a vara ou caule com os ramos e folhas são, no homem, os meios pelos quais age, que se chamam veros da fé; os frutos, que são, na árvore, o último do efeito de frutificar, são os usos no homem; nesses é que a vontade existe. Por aí se pode ver que a vontade de produzir usos por meio do entendimento é perpétua em toda progressão até que exista. Sobre a vontade e o entendimento, como também sobre a sua conjunção, veja-se a Doutrina de Vida para a Nova Jerusalém (n. 43).
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