. Nos céus, cada um sabe, crê e mesmo percebe, que nada de bem quer e faz por si e nada de vero pensa e crê por si, mas pelo Divino, assim, pelo Senhor; e o bem e o vero que vêm de si não são bem nem vero, porque nesses não há a vida proveniente do Divino. Isso os anjos do céu íntimo também percebem claramente e sentem pelo influxo; e quanto mais o recebem, mais se vêem como sendo o céu, porque mais estão no amor e na fé, mais na luz da inteligência e da sabedoria e, assim, na alegria celeste daí proveniente. Visto que todas as coisas procedem do Divino do Senhor e nelas está o céu dos anjos, é evidente que o Divino do Senhor faz o céu e não os anjos por alguma coisa propriamente sua *15. Assim é que o céu, na Palavra, é chamado “habitáculo do Senhor” e “Seu trono” e, dos que ali estão, se dizem estar no Senhor *16. Mas de que maneira o Divino procede do Senhor e enche o céu, isso se dirá na seqüência. *15 Que os anjos do céu reconheçam todo bem ser proveniente do Senhor e nada de si mesmos e que o Divino habite neles no que é Seu e não no que é próprio deles (ns. 9338, 10125, 10151, 10157). Que, assim, na Palavra, pelo anjo seja entendido algo do Senh or (ns. 1925, 2821, 3039, 4085, 8192, 10528). E que os anjos sejam chamados “deuses” por causa da recepção do Divino do Senhor (ns. 4295, 4402, 7268, 7873, 8301, 8192). Que seja também proveniente do Senhor todo bem que é bem e todo vero que é vero, por conseguinte, toda paz, todo amor, toda caridade e toda fé (ns. 1614, 2016, 2751, 2882, 2883, 2891, 2892, 2904). E toda inteligência e sabedoria (ns. 109, 112, 121, 124). *16 Que, dos que estão no céu, se digam estar no Senhor (ns. 3637, 3638).