. Foi dito que há para eles sabedoria e glória mais do para os outros, porquanto receberam e recebem os Divinos veros imediatamente na vida, pois, tão logo os ouvem, também os querem e praticam, sem guardarem na memória e, assim, sem cogitarem se são assim ou não. Os que são tais sabem logo, por um influxo provindo do Senhor, se um vero que ouvem é ou não o vero, pois o Senhor influi imediatamente no querer do homem e mediatamente, pelo querer, em seu pensar. Ou, o que é a mesma coisa, o Senhor influi imediatamente no bem e mediatamente no vero, por meio do bem *33, pois deste se diz que é da vontade e, assim, da obra, mas do vero se diz que é da memória e, assim, do pensamento. Também, todo vero é mudado em bem e implantado no amor tão logo entre na vontade; mas, enquanto estiver na memória e, assim, no pensamento, não se torna bem nem vive, nem é apropriado ao homem, uma vez que o homem é homem pela vontade, assim, pelo entendimento, e não pelo entendimento separado da vontade *34. *33 Que o influxo do Senhor seja no bem e, por meio do bem, no vero e não vice-versa; assim, na vontade e, pela vontade, no entendimento e não vice-versa (ns. 5482, 5649, 6027, 8685, 8701, 10153). *34 Que a vontade do homem seja o ser mesmo de sua vida e o receptáculo do bem do amor, e que o entendimento seja o existir da vida daí proveniente e o receptáculo dos veros e bens da fé (ns. 3619, 5002, 9282). Assim, que a vida da vontade seja a vida pr incipal do homem e a vida do entendimento proceda disso (ns. 585, 590, 3619, 7342, 8885, 9282, 10076, 10109, 10110). Que as coisas recebidas na vontade se tornem da vida e sejam apropriadas ao homem (ns. 3161, 9386, 9393). Que o homem seja homem pela von tade e, assim, pelo entendimento (ns. 8911, 9069, 9071, 10076, 10106, 10110). Também, que cada um que recebe o bem e entende o bem é amado e estimado pelos outros, mas o que entende o bem e não quer o bem é rejeitado e desprezado (ns. 8911, 10076). Que, também, o homem, depois da morte, permaneça tal como é sua vontade e, assim, seu entendimento; e que as coisas que são do entendimento e não ao mesmo tempo da vontade se dissipem, porque não são do homem (ns. 9069, 9071, 9282, 9386, 10153).