. Que cada sociedade seja o céu na menor forma, também se pode ver pelo fato de que uma forma celeste similar está em cada sociedade, como está em todo o céu. Em todo o céu, estão no meio aqueles que excedem os demais; e ao redor, até os limites, em ordem decrescente, estão o que excedem menos, como foi dito e pôde ser visto num capítulo precedente (n. 43). E também pelo fato de o Senhor conduzir a todos no céu como se fossem um único anjo. Dá-se de modo semelhante com aqueles que estão em cada sociedade. Por isso uma sociedade inteira aparece, às vezes, como uma só, na forma de um anjo, o que também me foi concedido ver pelo Senhor. Quando, também, o Senhor aparece no meio dos anjos, então não aparece circundado por muitos, mas como Um, na forma angélica. Assim é que, na Palavra, o Senhor é chamado Anjo, como também uma sociedade inteira é assim chamada. Miguel, Gabriel e Rafael não são outra coisa senão sociedades angélicas que são nomeadas assim por causa de suas funções *50. *50 Que o Senhor, na Palavra, seja chamado Anjo (ns. 6280, 6831, 8192, 9303). Que uma sociedade angélica inteira seja chamado anjo e que Miguel e Rafael sejam sociedades angélicas chamadas assim por causa das funções (n. 8192). Que as sociedades do céu e os anjos não tenham nome algum, mas são conhecidas pela qualidade do bem e por sua idéia (ns. 1705, 1754).