. Que as coisas celestes e espirituais sejam ordenadas e conjuntas nessa forma e nessa imagem, os que não têm uma idéia justa a respeito dos espirituais e celestes não podem perceber. Eles pensam que as coisas terrestres e materiais, que compõem o último do homem, o constituem e que o homem não é homem sem elas. Mas saibam que o homem não é homem por elas, mas pelo fato de poder entender o vero e querer o bem; essas são coisas espirituais e celestes e elas fazem o homem. O homem também sabe que, qualquer que um homem seja, ele é tal qual o entendimento e a vontade; e também pode saber que seu corpo terrestre é formado para servir ao entendimento e à vontade no mundo e para prestar-lhes usos em conformidade com a última esfera da natureza. Por isso, também, o corpo em nada atua por si, mas é atuado em inteira obediência ao comando do entendimento e da vontade, a ponto de que tudo o que o homem pensa, isso fala pela língua e pela boca; e tudo o que quer, isso faz pelo corpo e pelos membros, de modo que é o entendimento e a vontade que agem e não o corpo em si. Assim, é evidente que as coisas intelectuais e voluntárias fazem o homem e estão numa forma similar, pois agem nas coisas mais singulares do corpo, como o interno no externo. E é assim que, por elas, o homem é chamado homem interno e espiritual. O céu é tal homem na forma máxima e perfeitíssima.