. Os que estão no céu ficam admirados de que homens que se crêem inteligentes, quando pensam em Deus, pensem no invisível, isto é, no incompreensível sob alguma forma e chamem de simples e não inteligentes os que pensam de outra maneira que eles, quando, todavia, dá-se o contrário. [Os que estão no céu] dizem: “Se os que se crêem inteligentes se examinarem, acaso não verão a natureza no lugar de Deus? Alguns, a natureza que está diante dos olhos, outros, a que não está diante dos olhos? E acaso não se cegam tanto que não sabem o que é Deus, o que é um anjo, o que é um espírito, o que é a sua alma que deve viver após a morte, o que é a vida do céu no homem e muitas coisas que pertencem à inteligência? Quando, porém, os que eles chamam de simples sabem todas essas coisas a seu modo, tendo a idéia de seu Deus como sendo o Divino em forma humana, a idéia do anjo como sendo o homem celeste, a idéia de sua alma que deve viver após a morte como a do anjo e a idéia da vida do céu no homem como sendo a vida segundo os preceitos Divinos”. Assim, a esses últimos os anjos chamam de inteligentes e adequados para o céu, mas aos outros, por sua vez, de não inteligentes. Extrato dos Arcanos Celestes sobre o Senhor e Seu Divino Humano O Senhor era Divino por Sua concepção (n. 4641, 4963, 5041, 5157, 6716, 10125). O Senhor, somente, era semente Divina (n. 1438). A Sua alma era JEHOVAH (n. 1999, 2004, 2005, 2018, 2025). Assim, o íntimo do Senhor era o Divino mesmo, que foi revestido pela mãe (n. 5041). O Divino mesmo era o Ser da vida do Senhor, do qual saiu o Humano e Se tornou o Existir por esse Ser (n. 3194, 3210, 10269, 10372). No seio da igreja, onde está a Palavra, pela qual o Senhor é conhecido, não se deva negar o Divino do Senhor, nem o Santo procedente d’Ele (n. 2359). Para aqueles que, no seio da igreja, não reconhecem o Senhor, não há outra conjunção com o Divino senão aquela que há para os que estão fora da igreja (n. 10205). O essencial da igreja é reconhecer o Divino do Senhor e a sua união com o Pai (n. 10083, 10112, 10370, 10738, 10730, 10816, 10817, 10818, 10820). Na Palavra se trata muitas vezes da glorificação do Senhor (n. 10828). E em toda parte no sentido interno da Palavra (n. 2249, 2523, 3245). O Senhor glorificou Seu Humano e não Seu Divino, porque Este era em Si mesmo glorificado (n. 10057). O Senhor veio ao mundo para glorificar Seu Humano (n. 3637, 4287, 9315). O Senhor glorificou Seu Humano pelo Divino amor que havia n’Ele desde a concepção (n. 4727). O amor do Senhor para com todo o gênero humano era a vida do Senhor no mundo (n. 2253). O amor do Senhor transcende todo entendimento humano (n. 2077) O Senhor salvou o gênero humano por ter glorificado o Seu Humano (n. 4180, 10019, 10152, 10655, 10659, 10828). De outro modo, o gênero humano teria perecido de morte eterna (n. 1676). Sobre o estado de glorificação e humilhação do Senhor (n. 1785, 1999, 2159, 6866). A glorificação, quando se trata do Senhor, é a união de Seu Humano com o Divino e glorificar é fazer Divino (n. 1603. 10053, 10828). O Senhor, quando glorificou Seu Humano, despojou-Se de todo o humano da mãe, ao ponto de não ser mais seu filho (n. 2159, 2574, 2649, 3036, 10830) O Filho de Deus de eternidade era o Divino vero no céu (n. 2628, 2628, 2798, 2803, 3195, 3704). Quando estava no mundo, o Senhor, pelo Divino bem, fez também Divino vero o Seu Humano (n. 2803, 3194, 3195, 3210, 6716, 6864, 7014, 7499, 8127, 8724, 9199). O Senhor assim dispôs todas as coisas em Si na forma celeste, que é segundo o Divino vero (n. 1928, 3633). Assim, o Senhor é chamado Verbo [Palavra], que é o Divino vero (n. 2533, 2813, 2859, 2894, 3393 3712). Somente no Senhor a percepção e o pensamento eram de Si mesmo e acima de toda percepção e todo pensamento angélicos (n. 1904 1914, 1919).O Senhor uniu o Divino vero que era Ele com o Divino bem que estava n’Ele (n. 10047, 10052, 10076). A união foi recíproca (n. 2004, 10067). O Senhor, quando veio ao mundo, fez o Seu Humano também Divino bem (n. 3194, 3210, 6864, 7499, 8724, 9199 10076). Isso se entende pelo fato de ter saído do Pai e voltado para o Pai (n. 3194, 3210). Assim, tornou-Se Um com o Pai (n. 2751, 3704, 4766). Após a união, o Divino vero procede do Senhor (n. 3704, 3712, 3969, 4577, 5704, 7499, 8107, 8241, 9199, 9398). É ilustrado de que modo o Divino vero procede (n. 7270, 9407). O Senhor, pelo próprio poder, uniu o Humano ao Divino (n. 1616, 1749, 1752, 1813, 1921, 2025, 2026, 2523, 3141, 5005, 5045, 6716). Assim se pode ver que o Humano do Senhor não era como o humano de outro homem, porque era concebido do Divino mesmo (n. 10125, 10826) Sua união com o Pai, de Quem Lhe procedia Sua alma, não foi como a união entre dois, mas como entre a alma e o corpo (n. 3737, 10824). Os antiqüíssimos não puderam adorar o Divino Ser, mas o Divino Existir, que é o Divino Humano e por isso o Senhor veio ao mundo, para Se tornar Divino Existir proveniente do Divino Ser (n. 4687, 5521). Os antigos reconheceram o Divino, porque lhes aparecia na forma humana e esta era o Divino Humano (n. 5110, 5663, 6846, 10737). O Infinito Ser não poderia influir nos anjos, no céu, nem nos homens, a não ser pelo Divino Humano (n. 1676, 1990, 2016, 2034). No céu, não se percebe outro Divino senão o Divino Humano (n. 6475, 9303, 9315, 9356, 10067). O Divino Humano de eternidade era o Divino vero no céu e o Divino que passa pelo céu, assim, o Divino Existir, que, depois, no Senhor, tornou-se o Divino Ser por si, do qual vem o Divino Existir no céu (n. 3061, 6280, 6880, 10579). Qual era o estado do céu antes do advento do Senhor (n. 6371-6373). O Divino não era perceptível, senão quando passava no céu (n. 6282, 6996, 7004). Os habitantes de todas as terras adoram o Divino sob a forma humana, assim, o Senhor (n. 6700, 8541-8547, 10736, 10737, 10738). Eles se alegram quando ouvem que o Senhor Se fez Homem na atualidade (n. 9361). O Senhor recebe a todos os que estão no bem e adoram o Divino sob a forma Humana (n. 9359). A não ser na forma humana, não se pode pensar em Deus, que é incompreensível e não entra em idéia alguma nem na fé (n. 9359, 9972). O homem pode adorar algo de que tem alguma idéia e não algo de que não tem idéia alguma (n. 4733, 5110, 5663, 7211, 9356, 10267, 10067). Assim, a maioria das pessoas em todas as terras do universo adora o Divino sob a forma humana e isso é por um influxo do céu (n. 10159). Todos os que estão no bem quanto à vida, quando pensam no Senhor, pensam no Divino Humano e não no Humano separado do Divino; é de outro modo com os que não estão no bem quanto à vida (n. 2326, 4724, 4731, 4766, 8878, 9293, 9198). Os que, hoje, na igreja, estão no mal quanto à vida, assim, na fé separada da caridade, pensam no Humano do Senhor sem o Divino e também não compreendem o que é o Divino Humano. As razões disso. (n. 3212, 3241, 4689, 4692, 4724, 4731, 5321, 6872, 8878, 9193, 9198). O Humano do Senhor é Divino, porque vem do Ser do Pai, que é Sua alma; ilustrado pela semelhança do pai nos filhos (n. 10269, 10372, 10823). E porque vem do Divino amor, que o Ser mesmo de Sua vida desde a concepção (n. 6872). Cada homem é tal qual é o seu amor e é o seu amor (n. 6872, 10177, 10284). O Senhor fez Divino todo o Humano, tanto interno quanto externo (n. 1603, 1815, 1902, 1926, 2093, 2083). Daí ressuscitou quando a todo o corpo, como nenhum outro homem (n. 1729, 2083, 5078, 10825). Por Sua onipresença na Santa Ceia se reconhece que o Humano do Senhor é Divino (n. 2343, 2359). E por Sua transformação diante dos discípulos (n. 3212). E também pela Palavra do Velho Testamento, que é ditada por Deus (n. 10154) E que é JEHOVAH (n. 1603, 1736, 1815, 1902, 2921, 3035, 5110, 6282, 6303, 8864, 9194, 9315). No sentido da letra se distingue entre o Pai e o Filho, ou entre JEHOVAH e o Senhor, mas não no sentido interno, em que estão os anjos do céu (n. 3035). No mundo cristão não se reconheceu o Humano do Senhor como Divino, o que se deu em um concílio por causa do papa, que é reconhecido como Seu vigário [substituto] (n. 4738). Na outra vida, os cristão são examinados quanto à idéia de Deus que tiveram e se descobre que tiveram a idéia de três deuses (n. 2329, 5256, 10736-10738, 10821). A Trindade ou o Trino Divino em uma Pessoa e, assim, um só Deus, pode ser compreendida, mas não em três pessoas (n. 10738, 10821, 10824). O Trino Divino no Senhor é reconhecido no céu (n. 14, 15, 1729, 2004, 5256, 9303). O Trino no Senhor é o Divino que é chamado Pai, o Divino Humano, que é chamado Filho e o Divino procedente, que é chamado Espírito Santo, e esse Trino Divino é Um só (n. 2149, 2156, 2288, 2319, 2329, 2447, 3704, 6993, 7182, 10738, 10822, 10823). O Senhor mesmo ensina que o Pai e Ele são um (n. 1729, 2004, 2005, 2018, 2025, 2751, 3704, 3736, 4766) E que o Santo Divino procede d’Ele e é Ele (n. 3969, 4673, 6788, 6993, 7499, 8127, 8302, 9199, 9228, 9229, 9264, 9407, 9818, 9820, 10330). O Divino Humano influi no céu e faz o céu (n. 3038). O Senhor está em todo o céu e é a vida do céu (n. 7211, 9128). O Senhor habita no que é Seu nos anjos (n. 9338, 10125, 10151, 10257). Por isso, os que estão no céu estão no Senhor (n. 3637, 3638). A conjunção do Senhor com os anjos se faz segundo a recepção do bem do amor e da caridade proveniente d’Ele (n. 904, 4198, 4205, 4211, 4220, 6280, 6832, 7042, 8819, 9680, 9682, 9683, 10106, 10810). Todo o céu representa o Senhor (n. 551, 552). O Senhor é o centro comum do céu (n. 3633, 3642). Todos ali se voltam para o Senhor, que está acima dos céus (n. 9828, 10130, 10189). Todavia, não são os anjos que se voltam para o Senhor, mas o Senhor que os volta para Si (n. 10189). Não há presença dos anjos no Senhor, mas presença do Senhor nos anjos (n. 9415). No céu, não há conjunção alguma com o Divino, mas com o Divino Humano (n. 4211, 4724, 5663). O céu corresponde ao Divino Humano do Senhor; assim, o céu é em geral como um único homem, pelo que o céu é chamado Máximo Homem (n. 2996, 2998, 3624 3649, 3636-3643, 3741-3745, 4625). O Senhor somente é Homem e somente são homens os que recebem o Divino proveniente d’Ele (n. 1894). Tanto quanto O recebem, são homens e imagens d’Ele (n.8547). Por isso os anjos são formas do amor e da caridade na forma humana e isso vem do Senhor (n. 3804, 4735, 4797, 4985, 5199, 5530, 9879, 10177). Todo o céu pertence ao Senhor (n. 2751, 7086). Pertence a Ele todo o poder nos céus e nas terras (n. 1607 10089, 10827). Como o Senhor governa todo o céu, também governa todas as coisas que dali dependem, assim, todas as coisas no mundo (n. 2026, 2027, 4523, 4524). Somente ao Senhor pertence o poder de remover os infernos, afastar dos males e conservar no bem, assim, de salvar (n. 10019).