HH 95

O Céu e o Inferno
Emanuel Swedenborg
O Céu e as suas Maravilhas, e o Inferno, Segundo o que foi ouvido e visto

. Que o céu seja distinto em dois reinos, dos quais um se chama reino celeste e o outro reino espiritual, viu-se acima, no capítulo próprio. O reino celeste corresponde em geral ao coração e a todas as coisas do coração em todo o corpo, enquanto o reino espiritual corresponde ao pulmão e a todas as suas coisas em todo o corpo. O coração e o pulmão também constituem dois reinos no homem; o coração aí reina por meio das artérias e veias, o pulmão, por meio das fibras nervosas e motrizes e ambos em cada força e em cada ação. Em cada homem, no seu mundo espiritual, que se chama seu homem espiritual, há também dois reinos: um é o da vontade e o outro é o do entendimento; a vontade reina por meio das afeições do bem e o entendimento por meio das afeições do vero. Esses reinos também correspondem aos reinos do coração e do pulmão no corpo. Semelhantemente, nos céus, o reino celeste é o voluntário do céu e ali reina o bem do amor, enquanto o reino espiritual é o intelectual do céu e ali reina o vero. São essas coisas que correspondem às funções do coração e do pulmão no homem. É por essa correspondência que o “coração”, na Palavra, significa a vontade e também o bem do amor, e o “fôlego” pulmonar significa o entendimento e o vero da fé. Assim também é que ao coração são atribuídas as afeições, ainda que não estejam ali nem dali procedam *74.

*74 Da correspondência do coração e dos pulmões com o Máximo Homem, que é o céu, pela experiência (ns. 3883-3896). Que o coração corresponda ao que está no reino celeste, enquanto o pulmão ao que está no reino espiritual (ns. 3885-3887). Que no céu exist a uma pulsação como a do coração e uma respiração como a dos pulmões, mas interiores (ns. 3884, 3885, 3887). Que a pulsação do coração ali seja variado segundo os estados do amor e a respiração segundo os estados da caridade e da fé (ns. 3886, 3887, 3889 ). Que o “coração”, na Palavra, se refira à vontade, assim, que “de coração” seja o que é proveniente da vontade (ns. 2930, 7542, 8910, 9113, 10336). Que “coração”, na Palavra, também signifique o amor, assim, “de coração”, o que é proveniente do amor (n s. 7542, 9050, 10336).

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