. A correspondência dos reinos do céu com o coração e com o pulmão é a correspondência geral do céu com o homem, mas há uma correspondência menos geral com cada um de seus membros, órgãos e vísceras. A sua natureza será também descrita. Aqueles que, no Máximo Homem, que é o céu, situam-se na cabeça estão em todo o bem mais do que os outros, pois estão no amor, na paz, na inocência, na sabedoria, na inteligência e, assim, na alegria e na felicidade. Esses influem, no homem, na cabeça e nas coisas que estão na cabeça e a elas correspondem. Aqueles que, no Máximo Homem, que é o céu, situam-se no peito estão no bem da caridade e da fé e também influem no peito do homem e a este correspondem. Mas os que, no Máximo Homem, situam-se nos lombos e nos órgãos destinados à geração estão no amor conjugial. Os que estão situados nos pés estão no bem do extremo céu, que se chama bem natural espiritual. Os que estão nos braços e nas mãos estão no poder do vero e do bem. Os que estão nos olhos, no entendimento. Os que estão nos ouvidos, na atenção e na obediência. Os que estão nas narinas, na percepção. Os que estão na boca e na língua, na faculdade de falar pelo entendimento e pela percepção. Os que estão nos rins, no vero que examina, discerne e depura. Os que estão no fígado, no pâncreas e no baço, nas diversas purificações do bem e do vero. E de diversos modos com os demais. Eles influem nas coisas semelhantes do homem e a elas correspondem. O influxo do céu é nas funções e usos dos membros; os usos, porque são do mundo espiritual, se formam pelas coisas tais que estão no mundo natural e, por conseguinte, apresentam-se no efeito e, assim, na correspondência.