HH 115

O Céu e o Inferno
Emanuel Swedenborg
O Céu e as suas Maravilhas, e o Inferno, Segundo o que foi ouvido e visto

. Fui instruído no céu que os antiqüíssimos em nossa terra, que eram homens celestes, pensavam pelas correspondências mesmas e as coisas naturais do mundo que tinham diante dos olhos lhe serviam como meios de assim pensar. Eram tais que foram consociados aos anjos e falavam com eles; assim, o céu era conjunto ao mundo por meio deles. Por isso aquele tempo foi chamado Idade de Ouro, de que também falavam escritores antigos, no qual os celestes habitavam com os homens e tinham consociação com estes como amigos com outros amigos. Após aquele tempo, porém, sucederam os que não pensavam pelas correspondências mesmas, mas pela ciência das correspondências e havia também conjunção do céu com o homem, mas não tão íntima. Esse tempo foi chamado Idade de Prata. Em seguida sucederam os que até conheciam as correspondências, mas não pensavam por essa ciência, em razão de estarem no bem natural e não no espiritual, como os anteriores. Esse tempo foi chamado Idade de Bronze. Depois desse tempo, o homem se tornou sucessivamente externo e, finalmente, corporal e então, a ciência das correspondências foi inteiramente perdida e, com ela, o conhecimento do céu e de muitas coisas que são do céu. Que esses tempos tenham sido chamados de Ouro, Prata e Bronze foi também pela correspondência *87, porquanto o ouro, pela correspondência, significa o bem celeste, no qual os antiqüíssimos tinham estado; a prata, o bem espiritual, em que estiveram os antigos depois deles; e o bronze, o bem natural, no qual esteve a posteridade seguinte. Mas o ferro, pelo qual se chama a última Idade, significa o vero rígido, sem o bem.

*87 Que o “ouro”, pela correspondência, signifique o bem celeste (n. 113, 1551, 1552, 5658, 6917, 6917, 9510, 9874, 9881). Que a “prata” signifique o bem espiritual ou o vero de origem celeste (n. 1551, 1552, 2954, 5658). Que o “bronze” signifique o bem natural (n. 425, 1551). Que o “ferro” signifique o vero no último da ordem (n. 425, 426).

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