. Como a luz do céu é o Divino vero, por isso essa luz é também a Divina sabedoria e inteligência, pelo que a mesma coisa se entende por ser elevado à luz do céu, que é ser elevado em inteligência e sabedoria e ser iluminado. Por causa disso, a luz nos anjos é absolutamente do mesmo grau de sua inteligência e sabedoria. Visto que a luz do céu é a Divina sabedoria, por isso na luz do céu todos são reconhecidos quais são; seus interiores ali se evidenciam na face inteiramente como são, sem se ocultar a mínima coisa. Os anjos interiores gostam que todas as coisas neles se evidenciem, porquanto não querem outra coisa senão o bem. É diferente com os que estão abaixo do céu e não querem o bem; esses têm muito receio de serem vistos à luz do céu. E, o que é de se admirar, os que estão nos infernos aparecem entre si como homem, mas, na luz do céu, como monstros, com uma face horrenda e um corpo horrendo, inteiramente na forma de seus males. De modo semelhante o homem aparece, quando visto pelos anjos: se é bom, aparece como um homem belo segundo o seu bem; se é mau, como um monstro, deformado segundo seu mal *100. Assim, é evidente que todas as coisas se manifestam na luz do céu; elas se manifestam porque a luz do céu é o Divino vero. *100 Que aqueles que estão nos infernos apareçam como homem, em sua luz – que é luz como de brasa – mas, na luz do céu, como monstros (n. 4531, 4533, 4674, 5057, 5058, 6605, 6626).