HH 155

O Céu e o Inferno
Emanuel Swedenborg
O Céu e as suas Maravilhas, e o Inferno, Segundo o que foi ouvido e visto

. Os anjos não estão constantemente num mesmo estado quanto ao amor nem, por conseguinte, num mesmo estado quanto à sabedoria, porque toda sabedoria lhes vem do amor e é segundo o amor. Às vezes, estão num estado de amor intenso e, às vezes, num estado de amor não intenso; esse decresce gradualmente de seu máximo ao seu mínimo. Quando estão no grau máximo de amor, estão na luz e no calor de sua vida ou em sua claridade e seu prazer; quando, porém, estão no grau mínimo, estão na sombra e no frio ou em sua obscuridade e desprazer. Desse último estado retornam de novo ao primeiro e assim por diante. Essas mudanças se sucedem uma após outra com variedade. Tais estados se sucedem como as variações de luz e sombra, calor e frio, ou como manhã, meio-dia, tarde e noite de um único dia no mundo, com variedade perpétua durante o ano. Elas também correspondem: a manhã, ao estado de seu amor na claridade; o meio-dia, ao estado de sua sabedoria na claridade; a tarde, ao estado de sua sabedoria na obscuridade e a noite ao estado de nenhum amor e nenhuma sabedoria. Mas deve-se saber que não há correspondência da noite com os estados da vida dos que estão no céu, mas correspondência do alvorecer que precede a manhã. A correspondência da noite existe com os que estão no inferno *120. Por essa correspondência é que o “dia” e o “ano”, na Palavra, significam os estados da vida em geral; o “calor” e a “luz” significam o amor e a sabedoria; a “manhã”, o primeiro e supremo grau do amor; o “meio-dia”, a sabedoria em sua luz; a “tarde”, a sabedoria em sua sombra; o “alvorecer”, o obscuro que precede a manhã; a “noite”, porém, a privação do amor e da sabedoria *121.

*120 Que no céu não haja estados correspondentes à noite, mas ao alvorecer que precede a manhã (n. 6110). Que o “alvorecer” signifique o estado intermediário, entre o último e o primeiro (n. 10134).
*121 Que as mudanças de estado quanto à iluminação e à percepção sejam, no céu, como as partes do dia no mundo (n. 5672, 5962, 6110, 8426, 9213, 10605). Que o “dia” e o “ano”, na Palavra, signifiquem todos os estados em geral (n. 23, 487, 488, 493, 893, 2788, 3462, 4850, 10656). Que a “manhã” signifique o começo de um novo estado e o estado do amor (n. 7218, 8426, 8427, 10114, 10134). Que a “tarde” signifique o estado de cessação da luz e do amor (n. 10134, 10135). Que a “noite” signifique o estado de n enhum amor e nenhuma fé (n. 221, 709, 2353, 6000, 6110, 7870, 7947).

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