. Como as vestimentas dos anjos correspondem à sua inteligência, por isso também correspondem ao vero, pois que toda inteligência vem do Divino vero. Em razão disso, dizer que os anjos se vestem segundo a inteligência ou dizer que se vestem segundo o Divino vero, é a mesma coisa. Que as vestimentas de alguns brilhem como chama e as de alguns resplandeçam como de luz é porque a chama corresponde ao bem e a luz corresponde ao vero proveniente do bem *129. Que as vestimentas de alguns sejam brancas e alvas com resplendor e as de alguns de diversas cores é porque Divino bem e vero brilha menos e também é recebido diversamente pelos menos inteligentes *130. O branco e o alvo também correspondem ao vero *131 e as cores correspondem à sua variedade *132. Que no céu íntimo eles vivam nus é porque estão na inocência e a inocência corresponde à nudez *133.
*129 Que as “vestimentas” na Palavra signifiquem os veros pela correspondência (n. 1073, 2576, 5319, 5054, 9212, 9216, 9952, 10536), porque os veros revestem o bem (n. 5248). Que a “cobertura” signifique o entendimento, porque o entendimento é o recipien te do vero (n. 6378). Que as “vestimentas brancas de linho” signifiquem os veros provenientes do Divino (n. 5319, 9469). Que a “chama” signifique o bem espiritual e a “luz” daí o vero desse bem (n. 3222, 6832).
*130 Que os anjos e os espíritos apareçam vestidos de vestimentas segundo os veros, por conseguinte, segundo a inteligência (n. 165, 5248, 5954, 9212, 9216, 9814, 9952, 10536). Que as vestimentas dos anjos sejam com e sem resplendor (n.5248).
*131 Que o “branco” e o “alvo” na Palavra signifiquem o vero, porque vêm da luz do céu (n. 3301, 3993 4007).
*132 Que as cores no céu sejam variações da luz ali (n. 1042, 1043, 1053, 1624, 3993, 4530, 4742, 4922). Que “as cores” signifiquem as variações que pertencem à inteligência e a sabedoria (n. 4530, 4922, 4677, 9466). Que as “pedras preciosas” no urim e t humim, segundo suas cores, tenham significado todos os veros e bens nos céus (n. 9865, 9868, 9905). Que as cores signifiquem o bem quanto mais tiram do vermelho e o vero quanto mais tiram do branco (n. 9476).
*133 Que todos no céu íntimo estejam na inocência e, por isso, apareçam nus (n. 154, 165, 297, 2736, 3887, 8375, 9960). Que a inocência seja representada no céu pela nudez (n. 165, 8375, 9960). Que os inocentes e castos não tenham pudor da nudez, porque não têm escândalo (n. 165, 213, 8375).