. Visto que os anjos usam vestimentas no céu, por isso também apareceram vestidos quando foram vistos no mundo, como os que foram vistos pelos profetas e, também, os que foram vistos no sepulcro do Senhor, de que se diz que a aparência era fulgurante e as vestimentas brilhantes e brancas (Mat. 28:3; Mc. 16:5; Luc. 24:4; Jo. 20:12, 13). E os que foram vistos no céu por João, cujas vestimentas eram de linho e brancas (Apoc. 4:4; 19:14). E visto que a inteligência vem do Divino vero, por isso as vestimentas do Senhor, quando foi transfigurado, eram brilhantes e brancas como a luz (Mat. 17:2; Mc. 9:3; Luc. 9:29). Que a luz seja o Divino vero procedente do Senhor, vê-se acima (n. 129). Daí vem que as “vestimentas”, na Palavra, significam os veros e, por estes, a inteligência. Como em João: “Os que não poluíram suas vestes andarão comigo de branco, porque são dignos. Quem vencer, esse será vestidos de vestes brancas” (Apoc. 3:4, 5). “Bem aventurado aquele que vigia e guarda as vestimentas suas” (Apoc. 16:15). E, a respeito de Jerusalém, pela qual se entende a igreja que está no vero, em Isaías: “Desperta, reveste-te da tua força, ó Sião; veste as vestimentas da tua dignidade, ó Jerusalém” (Isa. 52:1). E em Ezequiel: Jerusalém, “cingi-te de linho e cobri-te de seda... as tuas vestes [eram] linho e seda” (Ezeq. 16:10, 13), além de muitas outras passagens. Daquele, porém, que não está nos veros, se diz que não está vestido com a vestimenta nupcial, como em Mateus: “Entrando... o rei... viu um homem não vestido com a vestimenta nupcial e disse-lhe: Amigo, como entraste aqui não tendo a vestimenta das núpcias? Por isso foi lançado nas trevas exteriores” (Mat. 22:11-13).