. Isso pode ser ilustrado pelos pensamentos do homem, para os quais não há espaços, porque as coisas para que volta com intensidade o pensamento se lhe apresentam como presentes. Quem reflete também sabe que nem para a sua vista há espaços, a não ser por meio de intermediários que ele vê ao mesmo tempo na terra ou se souber, pelo pensamento, que as coisas estejam a tal distância. Isso acontece porque há continuidade e na continuidade não aparece o que é distante a não ser pelas coisas que não são contínuas. Isso acontece ainda mais com os anjos, porque sua vista age em comum com seu pensamento e o pensamento em comum com a afeição; também, porque as coisas próximas e afastadas aparecem e também variam segundo os estados de seus interiores, como foi dito acima.
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