. Há também governos nos infernos, porque, se não houvesse governos, não seriam mantidos em vínculos. Mas os governos ali são opostos aos governos nos céus. Todas as coisas ali se relatam ao amor de si. Cada um quer governar os outros e ser sobreeminente; têm ódio aos que não lhes favorecem, praticam vingança contra eles e contra eles se enfurecem, porque assim é o amor de si. Por esse motivo, são chefiados pelos que são mais malignos, a quem obedecem pelo temor *160. Mas, a respeito desses, tratar-se abaixo, onde se tratar dos infernos. *160 Que haja dois gêneros de governo, um pelo amor para com o próximo e outro pelo amor de si (n. 10814). Que pelo governo que é do amor para com o próximo venham todas as coisas boas e felizes (n. 10160, 10814). Que no céu ninguém queira governar pelo amor de si, mas todos querem servir e que isto seja governar pelo amor para com o próximo e que daí haja para eles tanto poder (n. 5732). Que do governo que é pelo amor de si venham todas as coisas más (n. 10038). Que depois que os amores de si e do mund o começaram a reinar, os homens tenham sido coagidos a si submeterem aos governos, como se fossem tutelados (n. 7364, 10160, 10814).